Turistando por aí Europa Roteiro completo de Edimburgo em 3, 4 ou 5 dias (com Highlands)

Roteiro completo de Edimburgo em 3, 4 ou 5 dias (com Highlands)

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Fui para Edimburgo em julho de 2025 com a Anna Clara e voltei convencida de uma coisa: dá pra conhecer a capital escocesa de verdade sem alugar carro, sem gastar uma fortuna e sem ficar refém de tour guiado o tempo todo. Neste post, você encontra o roteiro completo de Edimburgo em 3, 4 ou 5 dias — feito na prática, testado no meu ritmo (que é acelerado, aviso desde já), com preços de atrações e transporte atualizados para agosto de 2026 e todas as dicas que eu queria ter recebido antes de embarcar.

O foco aqui é Edimburgo a pé. Ficamos 4 dias quase inteiros na cidade (chegamos numa sexta às 13h30 e o dia 5 foi só a volta), usamos transporte público só para ir ao aeroporto, e fizemos dois bate-voltas de ônibus (com agência) para as Highlands: um pelas locações de Outlander e outro para o Viaduto de Glenfinnan, onde passa o Expresso de Hogwarts. Se você é fã de Harry Potter ou Outlander, este roteiro foi feito para você — mas mesmo quem nunca viu nenhuma das duas séries vai amar Edimburgo.

Ao longo do post você vai encontrar:

  • Roteiro dia a dia com horários, distâncias e o que efetivamente deu certo (e o que não deu)
  • Dicas de economia real (meal deal do Tesco, água da casa, taxa “discretionary”)
  • Onde ficar, como se locomover, e como comprar bilhete do bonde do aeroporto sem se enrolar
  • Links diretos para os tours que fizemos (com códigos de desconto quando disponíveis)
  • Uma seção com o que fazer se você tiver 3 dias, 4 dias ou 5+ dias — pra você adaptar de acordo com a sua viagem
  • Estimativa de custos em libras e reais

Sobre o que não vai encontrar aqui: informação genérica copiada de outros blogs, roteiro de tour operado que ninguém consegue cumprir de verdade, ou “dica” que nunca foi testada. Tudo o que está aqui foi vivido, medido, fotografado ou verificado em fonte oficial.

Bora começar? ✈️

 

O que você encontra aqui

Antes de fechar sua viagem para Edimburgo

Antes de você entrar no roteiro dia a dia, uma seção rápida com o que você precisa resolver antes de embarcar. Fecha aqui e a sua viagem já começa mais tranquila (e mais barata).

ETA: agora é obrigatório para o Reino Unido

Desde 2025, brasileiros precisam do ETA (Electronic Travel Authorization) para entrar no Reino Unido — inclusive na Escócia. Não é visto, mas também não é opcional. Sem ETA aprovado, você não embarca.

Como o processo, o valor e o passo a passo eu já expliquei em detalhes em outro post, o link está aqui:

🔗 Leia: Como tirar o ETA para o Reino Unido — passo a passo

Seguro viagem: o Reino Unido exige

O Reino Unido não faz parte do Tratado de Schengen, mas ainda assim exige comprovação de seguro viagem na chegada. E além da obrigatoriedade, você não quer estar em Edimburgo sem um seguro que cubra emergência médica em libras — o NHS não atende turista de graça.

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Internet no celular: eSIM em vez de chip físico

Já faz tempo que eu não compro chip físico nem uso wi-fi de aeroporto. Chego no país com o eSIM já ativado, conecto à rede em segundos e uso durante toda a viagem sem trocar de chip.

Uso a Airalo. Baixa o app, escolhe o plano do Reino Unido, ativa antes de sair do Brasil e chega funcionando.

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Cartão internacional: como pagar em libras sem taxa abusiva

Em Edimburgo eu não usei dinheiro em espécie em nenhum momento. Paguei tudo no cartão — inclusive bonde e o “tap” no ônibus.

Uso a Conta Global da Nomad. Envio real para a conta, converto para libra pela cotação comercial (bem melhor que a de cartão de crédito comum), e uso o cartão físico ou virtual.

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O que levar do Brasil que salva na Escócia

Duas coisas simples que fizeram diferença pra mim:

  • Adaptador de tomada tipo G (padrão britânico, três pinos retangulares). Sem ele, você não carrega nada.
  • Nescafé ou seu café instantâneo favorito. O café da Escócia é bom, mas o instantâneo de lá é bem diferente do brasileiro. Se você depende do cafezinho preto pra funcionar de manhã (como eu), leva um sachê na mala — a maioria dos hostels e Airbnbs tem cozinha com chaleira elétrica, e você toma seu café brasileiro todo dia.

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Melhor época para ir a Edimburgo

Fomos em julho e recomendo — mas com alguns avisos.

O que julho tem de bom:

  • Dia MUITO longo. O sol se põe por volta das 22h e ainda tem claridade depois disso. Voltamos para o hostel às 21h e o sol estava alto. Isso significa que você pode encaixar mais atrações no dia sem correria.
  • Temperatura mais amena (média de 11°C a 19°C), com menos chance de dia inteiro chuvoso — mas leva um guarda-chuva compacto na mochila do mesmo jeito, Edimburgo é famosa por pancadas de chuva rápidas que aparecem do nada em qualquer época do ano.
  • Ainda não estourou o Festival Fringe, que acontece em agosto e transforma a cidade em uma multidão de teatros pop-up e turistas.

O que julho tem de ruim (e ninguém te avisa):

  • A montagem do Fringe já começa no meio/fim de julho. Isso significa que alguns espaços icônicos da cidade — como o pátio do New College da Universidade de Edimburgo — ficam bloqueados por palcos e estruturas. Nós fomos e não conseguimos entrar por causa disso. Se você quer ver esses lugares “limpos”, vá em junho ou início de julho.
  • Vento frio, mesmo no verão. Nas Highlands (bate-volta para Glenfinnan), o vento pode ser gelado. Leva uma jaqueta corta-vento na mochila mesmo em pleno verão.
  • Alta temporada. Hospedagem e passeios ficam mais caros e cheios. Reserve com antecedência.

Se você não pode escolher a data: julho ainda é ótimo. Só evita a segunda metade de agosto (Fringe no auge, cidade lotada, preços absurdos) se quer viagem tranquila. E evite dezembro-fevereiro se você não gosta de frio de verdade e dia que escurece às 15h30.

 

Onde ficar em Edimburgo

Ficamos no Edinburgh Central Youth Hostel, e foi uma das melhores escolhas da viagem por três motivos:

  • Localização. Dá para chegar a pé em quase tudo do roteiro — Royal Mile, Princes Street, Grassmarket, Victoria Street. Você economiza em transporte e ganha tempo.
  • Cozinha comunitária. Isso muda o jogo do orçamento. Dá para preparar o café da manhã, jantares simples e economizar libras (spoiler: refeição em pub em Edimburgo é cara).
  • Preço. Hostel em Edimburgo é infinitamente mais barato que hotel na mesma região.

Pontos de atenção:

  • Ficamos em quarto privado com banheiro individual — é a opção mais confortável e mais cara. O hostel também tem quartos compartilhados (com mais camas e banheiro coletivo) para quem quer economizar mais. Se você optar pelo compartilhado e dorme mal com barulho, leva tampão de ouvido.
  • Não tem café da manhã incluído. Por isso a cozinha faz tanta diferença.

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Se hostel não é sua praia, procure hospedagem na Old Town (região da Royal Mile e do Castelo — a Edimburgo medieval, com ruas tortas, closes e ambiente histórico) ou na New Town (região da Princes Street e Charlotte Square — a Edimburgo georgiana, com ruas planejadas, arquitetura elegante e mais lojas e restaurantes sofisticados). As duas são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1995 e a divisa entre elas passa exatamente pelos Princes Street Gardens. Fugir dessas duas áreas te obriga a pegar transporte todo dia e perde a mágica de andar pela cidade.

 

Como se locomover em Edimburgo (tudo a pé, quase)

Boa notícia: o centro histórico de Edimburgo é compacto e caminhável. Ficamos 4 dias e usamos transporte público UMA vez — para ir do hostel ao aeroporto no último dia. Todo o resto foi na sola do sapato.

Distâncias do Edinburgh Central Youth Hostel (endereço na Leith Walk):

  • Calton Hill → 8-10 min a pé (só uma subida, mas curta)
  • Royal Mile → 18-20 min a pé
  • Princes Street Gardens → 22-25 min a pé
  • Victoria Street → 22-25 min a pé
  • Castelo de Edimburgo → 25-30 min a pé
  • Grassmarket → 25-30 min a pé

A boa notícia é que, uma vez que você chega no centro histórico, TUDO fica coladinho. Do Castelo à Victoria Street são 10 minutos. Da Victoria Street ao Grassmarket, 2 minutos (a rua desce direto). Da Royal Mile a qualquer ponto turístico da Old Town, 5-8 minutos. Então na prática, a única “caminhada longa” é sair do hostel até o centro pela manhã — depois disso, você anda pouco entre atrações.

Levem tênis confortável. Edimburgo tem MUITA escada, calçada de pedra e ladeira. Meu tênis foi meu melhor amigo da viagem.

O bonde para o aeroporto (Edinburgh Trams)

A única vez que precisamos de transporte foi para o aeroporto. Fomos de bonde (Edinburgh Trams) — 30 minutos até o terminal, saindo do centro (York Place é o terminal central).

Preço atualizado (verificado no site oficial, agosto/2026):

  • Adulto só de ida: £7,90 (~R$ 54)
  • Adulto ida e volta: £9,50 (~R$ 65)
  • Crianças 5-15: preço reduzido / Menores de 5: grátis

Como pagar (3 opções):

  • Totem no ponto — moedas ou cartão. Foi assim que a gente pagou.
  • Cartão contactless (Tap On, Tap Off) — encoste o cartão internacional no validador da plataforma ANTES de embarcar. Só funciona para tarifa Adult Single.
  • App “Bus and Tram” — comprar pelo celular.

⚠️ A regra crítica: Você DEVE validar/ativar o ticket ANTES de embarcar. Não pode pagar dentro do bonde. Isso vale para todas as formas de pagamento.

Frequência: a cada 7 minutos no horário de pico (07h-19h), 10 minutos fora do pico. Primeiro bonde por volta das 06h, último perto da meia-noite.

Nota: os preços podem mudar — sempre confirme no site oficial da Edinburgh Trams antes de embarcar (edinburghtrams.com/tickets/ticket-options).

 

Dia 1 — Chegada em Edimburgo e primeira imersão na Old Town

Roteiro Edimburgo. Mapa de Edimburgo mostrando o roteiro do Dia 1 numerado do Waverley ao Calton Hill.

Mapa do My Maps com os 17 pontos numerados do Dia 1

 

Chegamos em Edimburgo às 13h10 de uma sexta-feira de julho, direto da estação de trem Edinburgh Waverley — a principal estação da cidade, cravada bem no coração do centro histórico e batizada em homenagem aos romances de Sir Walter Scott. Se você também vier de trem (de Londres, York ou Glasgow, por exemplo), essa é a estação que você desembarca. Se vier de avião, é aqui que o bonde do aeroporto termina, também.

Dica prática: a estação tem várias saídas. Saia pela Princes Street Exit — você desemboca direto na avenida mais famosa da cidade, com o Castelo aparecendo lá no alto do outro lado. É a chegada mais bonita.

Guardando as malas antes do check-in

Como o check-in do hostel só começava às 16h, seguimos direto para o Edinburgh Central Youth Hostel (cerca de 15 minutos a pé de Waverley) só para deixar as malas. O hostel guarda as malas gratuitamente antes do check-in — só chegar, pedir na recepção e deixar. Isso libera você para começar a explorar a cidade sem carregar peso.

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Almoço rápido: nosso primeiro meal deal do Tesco

Depois de largar as malas, fomos ao Tesco Express mais próximo do hostel — rede de supermercado britânica com várias unidades pela cidade, ideal para comida rápida e barata. Compramos o clássico meal deal (sanduíche + snack + bebida, ~£4,25 na versão sem Clubcard).

Nosso primeiro almoço em Edimburgo foi sentadas nos bancos em frente ao Monumento de Scott, comendo o meal deal com o monumento neogótico de 61 metros de altura na nossa frente. Almoço com paisagem, sem drama de conta cara logo no primeiro dia.

Monumento neogótico de Sir Walter Scott em Edimburgo, com sua torre em pedra escura de 61 metros de altura.

Monumento de Scott

 

Sobre o Monumento em si: é a maior estrutura do mundo dedicada a um escritor, homenageando Sir Walter Scott. Dá para subir os 287 degraus por £8, mas confesso — Edimburgo já tem escada demais pra ter que pagar pra subir mais essa 😅. Preferimos economizar as pernas para o resto do dia.

Royal Mile: St Giles, Adam Smith, Mercat Cross e Heart of Midlothian

Do Monumento de Scott, atravessamos até a Royal Mile, a rua histórica que liga o Castelo de Edimburgo ao Palácio de Holyrood. É a espinha dorsal da Old Town — e onde ficam vários dos principais pontos que visitamos nesse dia:

Catedral de St Giles (Catedral de Santo Egídio): fundada no século XII, conhecida como a “Igreja Mãe do Presbiterianismo” na Escócia. A torre em forma de coroa é icônica da cidade, e por dentro é linda também — vitrais impressionantes, arcos góticos e a Thistle Chapel, uma capela ornamentada dos Cavaleiros da Ordem do Cardo (a mais alta ordem de cavalaria da Escócia). Vale muito entrar. Entrada gratuita, com doação sugerida de £5 — mas não é obrigatória. Nós entramos e não pagamos nada, ninguém cobra ou olha feio. É doação real, não taxa disfarçada.

Fachada da Catedral de Santo Egídio em Edimburgo com sua icônica torre em forma de coroa. Roteiro Edimburgo.

Catedral de St Giles fachada

 

Interior gótico da Catedral de St Giles em Edimburgo com vitrais coloridos e arcos.

Catedral de St Giles interior

 

Estátua de Adam Smith: em frente à St Giles. Adam Smith, autor de A Riqueza das Nações, é considerado o pai da economia moderna. Não é a única vez que vamos encontrá-lo neste roteiro — dica: fique de olho porque ele volta a aparecer.

Estátua em bronze de Adam Smith na Royal Mile em Edimburgo, em frente à Catedral de St Giles.

Estátua do Adam Smith

 

Mercat Cross: monumento histórico ao lado da St Giles. Servia como ponto de anúncios oficiais e execuções públicas na Idade Média. Foi daqui que foi anunciada a morte da Rainha Elizabeth II em 2022. Há quem diga que a estrutura inspirou a Câmara Secreta em Harry Potter — e como potterheads que somos, gostamos de acreditar. Você acha que parece? Se você quer entrar mais fundo nas locações de Harry Potter em Edimburgo, veja meu post completo:

🔗 Leia: Harry Potter na Escócia — inspirações e locações completas

 

Monumento Mercat Cross em Edimburgo com coluna de pedra e unicórnio no topo, na Royal Mile.

Mercat Cross

 

Heart of Midlothian Mosaic: um mosaico em formato de coração no chão, em frente à St Giles, marcando o local onde ficava a antiga prisão de Edimburgo (demolida em 1817). A tradição local é cuspir no coração para dar sorte — supostamente para garantir um retorno à cidade. Aviso: melhor não pisar em cima (é escorregadio) e definitivamente NÃO se abaixe pra examinar de perto se estiver molhado. 😅

Mosaico em formato de coração no chão da Royal Mile em Edimburgo, marcando o local da antiga prisão.

Heart of Midlothian mosaico

 

New College: a armadilha do Fringe (que ninguém avisa)

Ali perto fica o pátio do New College da Universidade de Edimburgo, uma das faculdades mais lindas da cidade e local muito procurado por quem gosta de fotografia. Nós tínhamos planejado entrar e explorar.

Aviso importante: fomos no dia 25 de julho e não conseguimos entrar porque a estrutura do Fringe Festival já estava sendo montada no pátio. Se você vai em julho como nós, saiba disso: o Fringe (o maior festival de arte performática do mundo) acontece em agosto, mas a montagem começa no final de julho. Se ver o New College limpo é prioridade sua, vá em junho ou início de julho.

Pátio do New College da Universidade de Edimburgo com estruturas de palco do Fringe Festival sendo montadas.

New College com montagem Fringe

 

Galeria Nacional da Escócia

A National Galleries of Scotland fica na Princes Street, entre o centro comercial e o parque. Entrada gratuita (só exposições temporárias podem custar entre £5 e £20). Excelente para descansar as pernas entre pontos turísticos, e a coleção de arte europeia e escocesa vale a visita.

Anna Clara observando uma obra de arte dentro da Galeria Nacional da Escócia

Anna Clara na Galeria Nacional

 

Princes Street Gardens: o parque com história pesada

Descendo em direção aos Princes Street Gardens, você entra num dos parques mais lindos de Edimburgo — mas com história bem sombria por trás.

Antes de ser jardim, era um lago. O Nor Loch foi drenado no século XVIII e virou o parque atual — mas antes disso era usado como esgoto a céu aberto e lugar onde despejavam cadáveres. E tem mais: foi ali que se realizavam os julgamentos por bruxaria. Entre os séculos 16 e 18, mulheres acusadas de bruxaria eram jogadas no lago em um teste macabro: se afundassem, eram consideradas inocentes (mas morriam afogadas). Se boiassem, eram consideradas culpadas e queimadas.

Dentro do parque, três coisas para ver:

Floral Clock: o famoso relógio de flores, instalado em 1903. Um dos primeiros do gênero no mundo.

Relógio de flores nos Princes Street Gardens de Edimburgo, com desenho colorido feito de plantas ornamentais

Floral Clock

 

Ross Fountain: fonte vitoriana de ferro fundido, restaurada recentemente, com esculturas representando as Quatro Musas da Arte. É de longe uma das fotos mais icônicas dos jardins — a fonte com o Castelo de Edimburgo ao fundo.

Ross Fountain, fonte vitoriana em ferro fundido, nos Princes Street Gardens com o Castelo de Edimburgo iluminado ao fundo.

Ross Fountain com Castelo ao fundo

 

St Cuthbert’s Churchyard: nosso primeiro cemitério da viagem (avisando: teve muitos). Fica bem ao lado do Ross Fountain, é gratuito para entrar e tem lápides que datam do século XVII.

Cemitério de St Cuthbert em Edimburgo com lápides antigas do século XVII ao lado do Ross Fountain.

St Cuthbert’s Churchyard

 

Curiosidade que quase ninguém sabe: o Castelo de Edimburgo é construído em cima de um vulcão extinto (o “Castle Rock”). O outro lado da cidade tem outro vulcão extinto, o Arthur’s Seat, também extinto e com 251 metros de altura.

Canongate Kirkyard: o segundo cemitério do dia (e onde está Adam Smith)

Depois do parque, seguimos pela Royal Mile em direção leste, passando pelo Grassmarket (voltamos aqui no dia 3) e subindo a Victoria Street (idem) só para conhecer o caminho. Nosso destino: o Canongate Kirkyard, cemitério da Canongate Kirk.

Aqui está enterrado o Adam Smith — sim, o mesmo cuja estátua vimos na Royal Mile mais cedo. Uma tradição curiosa (que confesso não notei quando estive lá): visitantes deixam moedas de todo o mundo no túmulo dele — uma brincadeira com o título do livro dele, A Riqueza das Nações. Se você reparar nesse detalhe, me conta 😄

Bakehouse Close: Outlander e Frankenstein no mesmo lugar

Bem em frente ao Canongate Kirkyard fica a Bakehouse Close — uma das vielas históricas mais preservadas de Edimburgo (o nome vem de “bake” + “house”, padaria: era onde ficavam os padeiros da Canongate no século XVII).

Viela histórica Bakehouse Close em Edimburgo, com paredes de pedra escura e ambientação medieval usada como cenário de Outlander

Bakehouse Close ângulo 1

 

Se você é fã de Outlander, essa close é sagrada: é onde funciona a gráfica do Jamie na série (Carfax Close), e é o cenário do reencontro dele com a Claire depois de 20 anos separados. Cobri todas as outras locações de Outlander em Edimburgo e no interior no post completo:

🔗 Leia: Tour nos locais de filmagem de Outlander

Mas tem uma novidade que vale mencionar: essa mesma região aparece em Frankenstein (2025), a nova adaptação do Guillermo del Toro pela Netflix estrelada por Oscar Isaac, Jacob Elordi, Mia Goth e Christoph Waltz. Del Toro transformou parte da Royal Mile em Edimburgo de 1850 para o filme. Se você já assistiu (ou vai assistir), reconhece:

Outro ângulo da Bakehouse Close em Edimburgo, mostrando a arquitetura de pedra e o pátio interno cenário do filme Frankenstein 2025

Bakehouse Close ângulo 2

 

  • Bakehouse Close = o “beco dos açougueiros” onde Victor encontra Heinrich Harlander
  • Canongate Tolbooth (o prédio do Tolbooth Tavern, aquele em que jantamos!) = pano de fundo das cenas do Victor pela Royal Mile
  • Museum of Edinburgh (Acheson House) = a casa do Victor Frankenstein — fica bem ali coladinho, na entrada da Bakehouse Close
  • Parliament Square (perto da St Giles) = a cena do mercado com chuva
  • Makars’ Court = a “praça dos enforcamentos”

Ou seja: você já passou por 5 locações de Frankenstein neste primeiro dia sem nem saber. Se ainda não assistiu ao filme, assista depois da viagem — é ainda mais gostoso reconhecer os cenários.

Jantar no Tolbooth Tavern (antecipado do planejamento)

Nosso plano original era jantar em outro dia, mas passamos em frente ao Tolbooth Tavern — pub icônico do século XVI na Royal Mile — e resolvemos jantar ali mesmo, aproveitando que estávamos na região.

Fachada histórica do Tolbooth Tavern na Royal Mile de Edimburgo, com torre de relógio e arquitetura medieval do século XVI.

Tolbooth Tavern fachada

 

Detalhe importante: o Tolbooth normalmente exige reserva. Chegamos sem reserva e conseguimos mesa apenas porque topamos comer e liberar em 40 minutos. Deu certo, mas se você quer garantir, reserve com antecedência.

Hambúrguer com batatas fritas servido no Tolbooth Tavern na Escócia.

Hambúrguer do Tolbooth Tavern

 

A conta: dois hambúrgueres com batata, uma cerveja grande e uma água com gás = £50,26 (~R$ 344 na cotação de 03/08/2026). Foi o hambúrguer mais caro da minha vida — bom, mas não vale o preço.

💡 Dica de ouro para economizar em Edimburgo

No próximo restaurante, peça “tap water” (água da torneira). É de graça, é potável, é limpa e é servida sem cerimônia. Pedimos a água engarrafada por hábito brasileiro e pagamos por isso. Não repita meu erro.

Sobre o pub em si: bonito por fora, mas mais discreto por dentro. Vale a experiência histórica (o prédio é de 1591), mas o cardápio é caro demais para o que entrega.

Calton Hill ao pôr do sol

Estávamos exaustas, mas ainda animadas. Decidimos subir o Calton Hill para ver o pôr do sol — o ponto de referência era: em julho, o sol se põe em Edimburgo por volta das 22h.

Vista panorâmica de Edimburgo do topo do Calton Hill ao pôr do sol, com Old Town e a New Town iluminada.

Calton Hill vista da cidade

 

A subida foi bem cansativa (Calton Hill fica pertinho do centro, mas tem uma boa ladeira no final). No topo, você é recompensado com uma das vistas mais espetaculares da cidade: o Nelson Monument, o National Monument (inspirado no Partenon de Atenas, apelidado pelos locais de “Vergonha da Escócia” porque começou a ser construído em 1826 mas nunca foi terminado — acabou o dinheiro em 1829), e uma vista de 360 graus com o Castelo, Arthur’s Seat, o mar ao fundo e a arquitetura da Old Town e New Town lado a lado.

National Monument no Calton Hill em Edimburgo, réplica inacabada do Partenon apelidada de "Vergonha da Escócia".

National Monument “Vergonha da Escócia”

 

Nosso plano era ficar até o pôr do sol. Não deu. O cansaço bateu, ficamos até as 20h40 e voltamos para o hostel. Chegamos às 21h e o sol ainda estava alto — mais uma prova de como o dia de julho em Edimburgo é longo.

Vista da janela do hostel em Edimburgo às 21h01 mostrando o céu ainda claro em pleno julho.

Céu claro às 21h01 pela janela do Hostel

 

Roteiro Edimburgo Resumo do Dia 1

  • Chegada em Waverley e check-in ligeiro no hostel
  • Meal deal do Tesco (economia inteligente desde o primeiro dia)
  • Monumento de Scott, St Giles, Adam Smith, Mercat Cross, Heart of Midlothian
  • New College (aviso Fringe)
  • Galeria Nacional
  • Princes Street Gardens (Nor Loch, Floral Clock, Ross Fountain, St Cuthbert’s)
  • Canongate Kirkyard (Adam Smith, novamente)
  • Bakehouse Close (Outlander + Frankenstein 2025)
  • Jantar Tolbooth Tavern (~£50)
  • Calton Hill até 20h40

Dia 2 — Tour Outlander pelas Highlands + Greyfriars à noite

Mapa da região do Reino de Fife na Escócia mostrando os 5 castelos e locações de Outlander visitados.

Mapa amplo mostrando o trajeto do tour Outlander pelo Reino de Fife

 

Mapa do cemitério Greyfriars Kirkyard com pontos numerados do Bobby e túmulos de Harry Potter.

Mapa com zoom no Greyfriars Kirkyard

 

O segundo dia foi o mais “aventura”: levantamos cedo para o bate-volta pelas locações de Outlander nas Highlands, e voltamos a Edimburgo à noite ainda com energia (surpreendentemente) para visitar o cemitério mais famoso da cidade.

Tour Outlander: dia inteiro pelas Highlands

Contratamos o passeio de dia inteiro pelas locações de Outlander pelo GetYourGuide, com ponto de encontro na 60 High Street (no coração da Royal Mile, 5 minutos a pé do centro).

Fachada da agência na 60 High Street, ponto de encontro do tour Outlander na Escócia.

Ponto de encontro do tour na 60 High Street

 

Dicas ouro que ninguém te avisa

  • Chegue 40 minutos antes da partida. O tour oficialmente pede que você chegue 30 min antes, mas na prática o ônibus já começa a embarcar antes. Chegamos às 8h05 para saída às 8h45 e conseguimos escolher os melhores lugares.
  • Sente do lado esquerdo do ônibus. As vistas mais bonitas ficam desse lado durante o trajeto.

Roteiro do tour

O tour percorre 5 locações principais:

  • Castelo Midhope — o famoso “Lallybroch”, casa de James Fraser na série
Castelo Midhope na Escócia, conhecido como Lallybroch em Outlander, casa da família Fraser na série.

Castelo Midhope / Lallybroch

 

  • Castelo de Doune — o “Leoch”, residência do clã Mackenzie (também usado em Game of Thrones e Monty Python)
Castelo de Doune na Escócia, cenário do Castelo Leoch em Outlander.

Castelo de Doune / Leoch

 

  • Culross — a vila fictícia de “Cranesmuir”, onde Claire é acusada de bruxaria. Também tem parada para o almoço
Vila de Culross na Escócia com arquitetura escocesa dos séculos XVII e XVIII, cenário de Cranesmuir em Outlander.

Culross / Cranesmuir em Outlander

 

  • Falkland — representa a Inverness dos anos 1940
Vila histórica de Falkland na Escócia, usada em Outlander como a Inverness dos anos 1940.

Falkland / em Outlander a Inverness dos anos 1940

 

  • Castelo Blackness — o temido “Fort William” da série
Castelo Blackness na costa da Escócia, cenário do temido Fort William em Outlander.

Castelo de Blackness / Fort William em Outlander

 

Tudo isso passa pelo Reino de Fife (Kingdom of Fife) — uma península histórica ao norte de Edimburgo que já foi um dos antigos reinos pictos. Aviso importante: NÃO é “Reino do Fogo” como às vezes se confunde por causa da pronúncia inglesa “Fife” (soa parecido).

Detalhes práticos

  • Duração: ~9 horas (saída 8h45, retorno ~17h30)
  • Guia: o nosso foi excelente, muito conhecedor
  • Almoço em Culross: por conta própria, com opções acessíveis nos pubs locais

Onde comprar

Reservamos pelo GetYourGuide — o nosso tour incluía os ingressos de entrada nos castelos. Paguei £255 para nós duas em julho de 2025 (o valor da Anna Clara foi um pouco menor porque ela é menor de idade — o tour tem tarifa reduzida para crianças e adolescentes).

Consultando hoje (agosto/2026), o mesmo tour com ingressos incluídos custa £135 por adulto. Sempre confira o preço atualizado no link antes de reservar.

🎁 Não esqueça

Aplique o cupom ANNACLARAPORAI5 no app do GetYourGuide para ganhar 5% de desconto na reserva.

🔗 Reserve o Tour Outlander pelo GetYourGuide

Quer mais detalhes de cada locação?

Como esse tour rende post inteiro, cobri as 5 locações + curiosidades da série + fotos autorais em detalhes no post completo:

🔗 Leia: Tour nos locais de filmagem de Outlander

Voltando para Edimburgo: Greyfriars à noite

Chegamos em Edimburgo por volta das 17h30. Estávamos cansadas mas ainda com fôlego (e com a claridade típica de julho nos ajudando), então seguimos para o Greyfriars Kirkyard — o cemitério mais famoso de Edimburgo e um dos mais assombrados do mundo.

Ele fica a 15 minutos a pé do centro, e a entrada é gratuita.

Um pouco de história

O Greyfriars foi aberto em 1562 para desafogar o cemitério original de St Giles, que estava superlotado. Hoje abriga cerca de 700 lápides e aproximadamente 100.000 pessoas enterradas ao longo dos séculos.

Greyfriars Bobby: a história, o mito e o dilema

Antes de entrar no cemitério, você já vê o Bobby. A famosa estátua de bronze do Greyfriars Bobby fica na rua, sobre uma fonte de granito, na esquina de George IV Bridge com Candlemaker Row — bem em frente à entrada do cemitério e ao pub Greyfriars Bobby’s Bar. Foi erguida em 1873, um ano depois da morte do Bobby, e é o menor monumento listado (com proteção histórica oficial) de Edimburgo.

A história é famosa: Bobby era um Skye Terrier que pertencia a John Gray, guarda-noturno da polícia de Edimburgo. Quando John morreu de tuberculose em fevereiro de 1858, foi enterrado no Greyfriars Kirkyard. Bobby, que nunca tinha se separado dele, ficou 14 anos ao lado do túmulo do dono, saindo apenas na hora do almoço (na hora do famoso One O’Clock Gun do Castelo) para comer no Traill’s Temperance Coffee House ali perto. Bobby morreu em janeiro de 1872.

O túmulo do Bobby (dentro do cemitério)

Ao atravessar o portão do cemitério, você encontra a lápide de granito vermelho do Bobby, bem na entrada. Aqui vale um detalhe curioso que dá contexto à posição da lápide: não é permitido enterrar animais em solo sagrado. Por isso o Bobby não foi enterrado ao lado do dono no centro do cemitério — ficou nessa posição de “meio termo”, logo passando o portão, a cerca de 68 metros do túmulo do John Gray.

A lápide atual foi colocada em 1981, pelo Duque de Gloucester, e diz:

“Greyfriars Bobby – Died 14th January 1872 – Aged 16 years – Let his loyalty and devotion be a lesson to us all.”

A tradição da lápide do Bobby não é de moedas, é de gravetos. Visitantes deixam gravetos, brinquedos de cachorro, flores e presentinhos — o equivalente canino de flores num túmulo humano. A lápide é limpa diariamente e novos presentes aparecem todo dia.

Lápide de granito vermelho do Greyfriars Bobby com gravetos e presentes deixados por visitantes.

Lápide do Bobby com gravetos

 

O dilema do nariz da estátua

Existe uma tradição — que diz que quem acaricia o nariz do Bobby volta a Edimburgo. Nós acariciamos, óbvio. Mas depois descobri algo importante que quero passar pra frente:

Estátua de bronze do Greyfriars Bobby em Edimburgo, com visitantes tocando seu nariz descascado pela prática turística.

Estátua do Bobby (com nossa mão no nariz)

 

⚠️ A prática NÃO é uma tradição antiga. Segundo o Edinburgh Tourist e o portal da própria Universidade de Edimburgo, o hábito começou por volta de 2012 — foi um guia de turismo que começou a contar essa “tradição” e viralizou entre visitantes. A Prefeitura de Edimburgo, a Biblioteca Nacional da Escócia e a igreja Greyfriars Kirk pedem publicamente que os visitantes NÃO toquem — o focinho de bronze está severamente descascado, a cidade banca restaurações caras que duram poucos meses.

Ou seja: não é uma superstição secular, é uma invenção turística recente que está destruindo a estátua. Se eu voltar a Edimburgo (e vou), não vou acariciar de novo. Se você vai, fica a dica: pode admirar, tirar foto, mas deixa o Bobby em paz. Vale mais como sinal de respeito do que como garantia de retorno — Edimburgo é linda o suficiente para você querer voltar sem depender de nariz de estátua. Fonte: edinburghtourist.co.uk/questions/greyfriars-bobbys-nose/

Túmulos que inspiraram Harry Potter

Aqui está uma das melhores atividades de Edimburgo para potterheads: procurar as lápides que inspiraram J.K. Rowling. Dica prática: use o Google Maps e busque pelo nome do túmulo — todos aparecem localizados dentro do cemitério.

Confirmadas pela própria autora:

  • William McGonagall → Prof. Minerva McGonagall (Rowling confirmou em seu e-book Short Stories from Hogwarts of Heroism, Hardship and Dangerous Hobbies). William era um poeta escocês famoso por ser um dos piores da história — a graça é que a professora leva o nome dele mas é o oposto: brilhante.
Lápide de William McGonagall no Greyfriars Kirkyard, poeta escocês inspiração para a Prof. Minerva McGonagall em Harry Potter.

Túmulo do William McGonagall

 

Amplamente aceita, mesmo sem confirmação explícita:

  • Thomas Riddell → Tom Riddle (Voldemort). Segundo a BBC, fãs deixam tantas cartas e homenagens no túmulo que a prefeitura remove regularmente por respeito à família.
Lápide de Thomas Riddell no Greyfriars Kirkyard em Edimburgo, inspiração para Tom Riddle (Voldemort) em Harry Potter

Túmulo do Thomas Riddell

 

Especuladas (“há quem diga”):

  • Elizabeth Moodie → Alastor “Olho-Tonto” Moody
Lápide de Elizabeth Moodie no Greyfriars Kirkyard, possível inspiração para Alastor Olho-Tonto Moody em Harry Pot

Túmulo da Elizabeth Moodie.

 

  • Margaret Louisa Scrymgeour Wedderburn → Rufus Scrimgeour (Ministro da Magia)
  • E há quem diga que o cemitério inteiro teria inspirado Godric’s Hollow

Todas essas conexões e outras (Beco Diagonal na Victoria Street, Elephant House, Balmoral, George Heriot’s) estão detalhadas no meu post completo:

🔗 Leia: Harry Potter na Escócia — locações completas

Detalhe visual único: os mortsafes

Ao andar pelo cemitério, repare nas grades de ferro sobre alguns túmulos — os mortsafes. Eram estruturas metálicas que “protegiam” o corpo dos ladrões de cadáveres, prática comum em Edimburgo no século XIX (era a época dos famosos Burke e Hare, que vendiam corpos para a escola de medicina da cidade — matéria-prima para o próprio Frankenstein da Mary Shelley, aliás). É uma imagem forte e única.

Estruturas de ferro em formato de gaiola (mortsafes) sobre túmulos no Greyfriars Kirkyard, usadas no século XIX contra ladrões de cadáveres

Mortsafes / grades de ferro

 

👻 Quer voltar ao Greyfriars à noite? Duas opções de tour assombrado

Se a experiência do cemitério durante o dia te intrigou, Edimburgo tem uma cultura riquíssima de tours de fantasmas noturnos que revisitam o Greyfriars e desdobram outras camadas escondidas da cidade. Selecionei duas opções que fazem sentidos diferentes — escolha pelo que te chama mais:

Opção 1 — Haunted Underground Vaults and Graveyard Tour (via GetYourGuide)

  • ⭐ 4,6 estrelas | 7.100+ avaliações
  • Duração: 1h30
  • Inclui: os famosos Underground Vaults da South Bridge (túneis subterrâneos do século XVIII sob a cidade) + volta ao Greyfriars à noite
  • Boa opção geral, tour bem estruturado, com guia em inglês

🎁 Não esqueça

Aplique o cupom ANNACLARAPORAI5 no app do GetYourGuide para ganhar 5% de desconto na reserva.

🔗 Reserve o Haunted Vaults & Graveyard Tour pelo GetYourGuide

Opção 2 — City of the Dead Tours: Double Dead Tour (empresa oficial)

  • ⭐ Eleito “Melhor Ghost Walk da Grã-Bretanha” pelo Scare.com, Yahoo! Travel, The Sun e Virgin Media
  • Duração: 1h30-1h45
  • Único tour com acesso à Covenanters’ Prison — uma área trancada e proibida ao público comum dentro do Greyfriars, considerada o “primeiro campo de concentração da história” e lar do famoso Mackenzie Poltergeist
  • Único tour com acesso ao Damnation Alley nos South Bridge Vaults
  • Guias são historiadores E atores profissionais (pesquisa do tour foi feita pelo autor J.A. Henderson)
  • Ponto de encontro: “Tree of the Dead” ao lado da St Giles’ Cathedral
  • Não é para todos: sem menores de 12 anos, sem grávidas, sem quem tem problema cardíaco. Realmente assusta.

🔗 Reserve no site oficial da City of the Dead Tours

Qual escolher? Se você é fã de história com um susto controlado, vai gostar da Opção 1. Se você é fã de terror sério e quer entrar em áreas que ninguém mais consegue acessar, a Opção 2 é imbatível — e literalmente única.

Nós não fizemos nenhum dos dois tours nessa viagem (já estávamos cansadas demais depois do bate-volta), mas os dois estão na minha lista para a próxima vez.

Roteiro Edimburgo fim do dia 2

Voltamos para o hostel exaustas, mas com a satisfação de quem viveu dois dias-em-um: um bate-volta épico nas Highlands + o cemitério mais famoso da cidade num só dia. Dia extremamente produtivo.

Dia 3 — Castelo, Old Town completa e Grassmarket

Mapa da Old Town de Edimburgo mostrando o roteiro do Dia 3, do Castelo ao Grassmarket

Mapa do My Maps com os 11 pontos numerados do Dia 3

 

Esse foi o dia mais cheio da viagem. Se você tem só 3 dias em Edimburgo, esse dia praticamente sozinho já entrega a Old Town toda. Pega o café da manhã forte porque vai andar bastante.

Castelo de Edimburgo (manhã)

Começamos o dia no principal cartão-postal da cidade: o Castelo de Edimburgo, construído sobre o Castle Rock, um vulcão extinto que foi ativo há mais de 340 milhões de anos.

Vista externa do Castelo de Edimburgo no topo do Castle Rock.

Castelo de Edimburgo fachada externa

 

Interior do Castelo de Edimburgo com muralhas de pedra e detalhes arquitetônicos medievais.

Interior do Castelo de Edimburgo

Comprando o ingresso

Compramos o ingresso pelo GetYourGuide com antecedência — recomendo fortemente que você faça o mesmo, porque no verão o Castelo esgota. Também dá para comprar no site oficial (edinburghcastle.scot), com preço bem parecido.

Preços atualizados (verificados em agosto/2026):

  • Adulto online: £23,50 (~R$ 161)
  • Adulto walk-up (na hora): £26,00
  • Criança 7-15 online: £14,00
  • Idoso 65+ / desempregado online: £19,00

Sim, é caro. Mas vale a experiência.

🎁 Não esqueça

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🔗 Compre seu ingresso pelo GetYourGuide

O que ver no Castelo

  • Jóias da Coroa Escocesa e a Pedra do Destino (usada nas coroações reais)
  • Capela de Santa Margarida — o edifício mais antigo de Edimburgo (século XII)
  • Museu Nacional da Guerra
  • One O’Clock Gun — o famoso disparo de canhão às 13h em ponto, todos os dias exceto domingos, sextas-feiras santas e dia de natal
  • Cemitério dos cachorros do exército — pequeno, comovente e escondido pertinho da bateria de canhões. Vale procurar.
  • Vista panorâmica da cidade — no topo do Castelo, você tem uma das melhores vistas de Edimburgo, com New Town de um lado e Arthur’s Seat do outro

Reserve pelo menos 2h30-3h para aproveitar direito.

Vista panorâmica de Edimburgo a partir do topo do Castelo, mostrando a New Town e o horizonte.

Vista panorâmica de Edimburgo a partir do Castelo

Placa interna do Castelo de Edimburgo indicando as principais atrações do complexo.

Placa interna indicando as principais atrações

 

Curiosidade que quase ninguém conta

Do topo do Castelo, você consegue ver o outro vulcão extinto de Edimburgo: o Arthur’s Seat, no Holyrood Park. Os dois vulcões nasceram na mesma erupção há 340 milhões de anos, quando essa parte da Escócia era um planeta bem diferente. Hoje eles são os dois pontos mais altos e icônicos da cidade.

Almoço no Bertie’s Fish & Chips

Descendo do Castelo, seguimos pela lateral direita (sentido Victoria Street) até chegar no Bertie’s Proper Fish & Chips — restaurante conhecido por servir fish & chips autênticos escoceses.

Dica ouro do caminho: ao sair do Castelo, em vez de descer pela Royal Mile como todo mundo, desça pela lateral direita e chegue no topo da Victoria Street. Você desce as escadas que dão para a rua colorida — a chegada por cima já rende foto linda.

Prato de Haddock (fish & chips) servido no Bertie's Proper Fish & Chips em Edimburgo.

Prato do Bertie’s Fish & Chips

 

Nossa conta no Bertie’s:

  • 2× Haddock (peixe frito com batata): £16,95 cada
  • Total: £33,90 + taxa “discretionary” de 10% (£3,39) = £37,29 total (~R$ 255)
  • £18,65 por pessoa (~R$ 128)
  • Água da casa (tap water) — dessa vez a gente aprendeu a lição do Dia 1 e não pagou pela garrafa.

Vale? Sim, o fish & chips é bom e o local é bacana. A conta acima é sem cerveja/refrigerante — se você pedir bebida alcoólica, adiciona uns £5-8 por pessoa.

💡 Dica importante para todos os restaurantes de Edimburgo

Aquela taxa “discretionary service charge” de 10-12,5% que aparece automaticamente na conta é opcional. A palavra “discretionary” significa “a critério do cliente”. Se o serviço foi ruim ou você quiser economizar, pode educadamente pedir para remover. Ninguém vai olhar feio.

Victoria Street: a rua mais fotogênica de Edimburgo

Depois do almoço, dedicamos boa parte da tarde para a Victoria Street — uma das ruas mais fotogênicas de Edimburgo, com fachadas coloridas em curva que descem em direção ao Grassmarket. Há quem diga que ela inspirou o Beco Diagonal em Harry Potter — e é fácil entender por quê.

Vista da Victoria Street em Edimburgo, com fachadas coloridas em curva descendo em direção ao Grassmarket.

Victoria Street colorida

 

Aqui na Victoria Street, três paradas obrigatórias:

Museum Context

Museum Context — Loja oficial de merchandise de Harry Potter (fundada em 2007), no número 40 da Victoria Street. Curiosidade: nesse mesmo endereço funcionou por mais de 130 anos a Robert Cresser’s Brush Shop, uma loja de vassouras com prateleiras vitorianas e caixas empoeiradas. Fãs especulam que essa antiga loja de vassouras (não a Museum Context em si) pode ter inspirado a Ollivanders — mas J.K. Rowling nunca confirmou. Hoje o local vende varinhas, capas, cachecóis das casas e todo item potterhead que você imaginar, distribuídos em 3 andares. Vale subir os 3 andares e tirar a foto.

[FOTO 40a] Museum Context fachada. Alt: Fachada da Museum Context, loja oficial de Harry Potter no número 40 da Victoria Street em Edimburgo.

[FOTO 40b] Museum Context interior. Alt: Interior da Museum Context em Edimburgo com produtos oficiais de Harry Potter.

A “nova” Elephant House

Passamos na frente da nova filial da Elephant House aqui na Victoria Street — sim, existe uma segunda. Nós não paramos, mas fica anotado se você quiser dar uma parada rápida.

[FOTO 41] Elephant House filial Victoria Street. Alt: Fachada da nova filial da Elephant House na Victoria Street em Edimburgo.

A Elephant House Original REABRIU

E agora a novidade que ainda não estava confirmada quando fui em julho/2025 mas você precisa saber: a Elephant House Original, no George IV Bridge, reabriu em 29 de dezembro de 2025 — depois de 1.587 dias fechada após o incêndio de agosto de 2021.

A mesa que J.K. Rowling usava para escrever foi salva do incêndio e restaurada, e voltou para o café. É a filial mais famosa da cidade, batizada carinhosamente de “The Birthplace of Harry Potter” (Berço de Harry Potter).

[FOTO 42] Elephant House Original. Alt: Fachada da Elephant House Original no George IV Bridge em Edimburgo, café famoso por J.K. Rowling.

Detalhe honesto: a própria Rowling já respondeu publicamente que a fama de “berço de Harry Potter” não é totalmente verdadeira — ela já estava escrevendo os livros antes de se mudar para Edimburgo. Mesmo assim, o local segue como ponto de peregrinação dos fãs.

Se você quer se aprofundar em Harry Potter em Edimburgo, tenho o post completo aqui:

🔗 Leia: Harry Potter na Escócia — locações completas[LINK INTERNO — INSERIR URL DO POST DE HARRY POTTER]

Museu Nacional da Escócia (National Museum of Scotland)

Da Victoria Street, seguimos para o Museu Nacional da Escócia, a uns 6 minutos a pé. Entrada gratuita (só exposições temporárias podem cobrar).

Horário: 10h às 17h todos os dias.

E aqui vai o segredo do museu: é um daqueles museus super interativos, em que você pode colocar a mão em objetos, testar experiências, ativar experimentos científicos, tocar réplicas, brincar com aparelhos, mexer nas exposições. Não é um museu de “olhar por trás do vidro” — é um museu para explorar com o corpo todo. Por isso passamos horas ali sem ver o tempo passar. Se você viaja com crianças, é um paraíso; se você é adulto que ama descobrir coisas, também é um paraíso.

[FOTO 43a] Museu Nacional da Escócia interior. Alt: Interior interativo do Museu Nacional da Escócia em Edimburgo com exposições educativas.

O que a gente amou:

  • Ovelha Dolly — sim, aquela ovelha famosa, o primeiro mamífero clonado da história. Está exposta no museu (ela foi criada em Roslin, cidade pertinho de Edimburgo)

[FOTO 43b] Ovelha Dolly. Alt: Ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado da história, exposta no Museu Nacional da Escócia.

  • Sala Ancient Egypt — coleção impressionante
  • Animal World — sala com réplicas incríveis de animais do mundo todo, ótima para crianças e adultos
  • Vários andares diferentes de exposições — cada um com um tema (ciência, tecnologia, cultura escocesa, natureza)

Confissão do que perdi: o museu tem um café no terraço no Level 3 com vista da cidade. Eu sabia disso, mas fiquei tão empolgada com as exposições que esqueci de subir. Não repita meu erro — sobe no terraço. Foi um dos “perdi de bobeira” da viagem.

Sorvete de fudge no Alandas Gelato

Saindo do museu, do outro lado da rua (na Candlemaker Row, em frente à estátua do Bobby), fica o Alandas Gelato — sorveteria italiana com sabores fantásticos. Comi um sorvete de fudge que estava excelente. Se você é fã de gelato, vale a parada obrigatória.

[FOTO 44] Alandas Gelato. Alt: Sorvete de fudge do Alandas Gelato em Edimburgo, sorveteria italiana em frente ao Greyfriars Bobby.

Greyfriars Kirkyard (dia)

Ali coladinho fica o Greyfriars Kirkyard, o cemitério mais famoso de Edimburgo — e para nós foi a segunda visita, já que tínhamos ido de noite no Dia 2. Se você vai só um dia, a visita durante o dia funciona muito bem para procurar as lápides inspiração de Harry Potter e observar os detalhes históricos e os mortsafes com calma.

Cobri toda a história do cemitério, o Bobby, os túmulos que inspiraram Harry Potter e o dilema do nariz do Bobby no Dia 2.

George Heriot’s School — a “verdadeira Hogwarts”

Bem ao lado do Greyfriars (dá para ver da grade dos fundos do cemitério) fica a George Heriot’s School — uma escola histórica ultra tradicional fundada em 1628, cuja arquitetura é considerada uma das principais inspirações para Hogwarts em Harry Potter. Passamos por fora (a escola não é aberta ao público, é uma escola em funcionamento). Vale muito só para observar a fachada.

Vennel Viewpoint — a foto perfeita do Castelo

Depois seguimos para um dos meus lugares favoritos de toda a viagem: o Vennel Viewpoint. É uma escadaria estreita entre prédios antigos que enquadra o Castelo de Edimburgo de um ângulo espetacular — a vista mais icônica da cidade, para os padrões de foto do Instagram.

[FOTO 47] Vennel Viewpoint. Alt: Castelo de Edimburgo emoldurado pela escadaria estreita do Vennel Viewpoint entre prédios de pedra antigos.

Vá no fim da tarde para pegar a luz dourada. Rende foto memorável.

Grassmarket e o pub The Last Drop

Descemos até a Praça Grassmarket, uma das praças mais antigas e movimentadas de Edimburgo — funciona como mercado desde 1477, autorizado pelo Rei James III, e serviu por séculos como ponto de trocas comerciais, hospedarias e tavernas.

[FOTO 48] Grassmarket vista geral. Alt: Praça Grassmarket em Edimburgo com o Castelo ao fundo e restaurantes históricos ao redor.

A parte sombria da história: entre 1660 e 1784, o Grassmarket foi o principal local de execuções públicas em Edimburgo. Havia enforcamentos regulares, e o cemitério de Greyfriars recebeu muitos dos executados. O último enforcamento oficial foi de James Andrews, em 4 de fevereiro de 1784 — hoje o local do patíbulo é marcado por pedras da calçada em formato de forca com placa comemorativa aos mais de 100 Covenanters mortos ali durante “The Killing Time” (1661-1688).

The Last Drop

Ainda na praça, tem o famoso pub The Last Drop. O nome tem dupla referência histórica:

  • “A última dose” que os condenados à forca bebiam antes de serem executados na praça — a tradição do “one for the road” tem exatamente essa origem
  • A queda (“drop”) dos enforcados quando o alçapão da forca era aberto

É uma opção icônica para uma cerveja com contexto histórico pesado.

Ali perto também fica o Covenanters’ Memorial, monumento em homenagem aos Covenanters mortos no “The Killing Time”.

[FOTO 50] Covenanters’ Memorial. Alt: Monumento aos Covenanters no Grassmarket em Edimburgo, em memória aos mortos no “The Killing Time” no século XVII.

Volta para o hostel pela Royal Mile (com paradas nas lojas)

Voltamos pela Royal Mile ainda com luz do dia (em julho o sol se põe muito tarde, e mesmo depois das 19h ainda dá para ver tudo). No caminho, entramos em várias das lojas de souvenirs ao longo da rua — e valeu a pena. A Royal Mile tem lojas com de tudo: cachecóis de tartan, presentes com o clã da sua família (se você conseguir descobrir), whisky, doces escoceses, canecas de Hogwarts, luminárias de Outlander e muita bobagem divertida. Se você quer trazer lembrança pra casa, é aqui.

Uma dica prática: os preços variam bastante entre uma loja e outra, mesmo para o mesmo produto. Vale a pena entrar em 3 ou 4 antes de comprar — é comum achar o mesmo cachecol de tartan por £15 numa e £25 em outra.

Roteiro Edimburgo resumo do Dia 3

  • Castelo de Edimburgo (~3h)
  • Bertie’s Fish & Chips (~£18 por pessoa)
  • Victoria Street (Museum Context + Elephant House filial + Original reaberta)
  • Museu Nacional (~2-3h)
  • Alandas Gelato
  • Greyfriars (dia)
  • George Heriot’s
  • Vennel Viewpoint
  • Grassmarket + The Last Drop + Covenanters’ Memorial
  • Volta pela Royal Mile (com paradas nas lojas)

Este é o dia mais denso do roteiro — se você tem só 3 dias em Edimburgo, esse dia + o Dia 1 sozinhos entregam a cidade completa.

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