Fui para Edimburgo em julho de 2025 com a Anna Clara e voltei convencida de uma coisa: dá pra conhecer a capital escocesa de verdade sem alugar carro, sem gastar uma fortuna e sem ficar refém de tour guiado o tempo todo. Neste post, você encontra o roteiro completo de Edimburgo em 3, 4 ou 5 dias — feito na prática, testado no meu ritmo (que é acelerado, aviso desde já), com preços de atrações e transporte atualizados para agosto de 2026 e todas as dicas que eu queria ter recebido antes de embarcar.
O foco aqui é Edimburgo a pé. Ficamos 4 dias quase inteiros na cidade (chegamos numa sexta às 13h30 e o dia 5 foi só a volta), usamos transporte público só para ir ao aeroporto, e fizemos dois bate-voltas de ônibus (com agência) para as Highlands: um pelas locações de Outlander e outro para o Viaduto de Glenfinnan, onde passa o Expresso de Hogwarts. Se você é fã de Harry Potter ou Outlander, este roteiro foi feito para você — mas mesmo quem nunca viu nenhuma das duas séries vai amar Edimburgo.
Ao longo do post você vai encontrar:
- Roteiro dia a dia com horários, distâncias e o que efetivamente deu certo (e o que não deu)
- Dicas de economia real (meal deal do Tesco, água da casa, taxa “discretionary”)
- Onde ficar, como se locomover, e como comprar bilhete do bonde do aeroporto sem se enrolar
- Links diretos para os tours que fizemos (com códigos de desconto quando disponíveis)
- Uma seção com o que fazer se você tiver 3 dias, 4 dias ou 5+ dias — pra você adaptar de acordo com a sua viagem
- Estimativa de custos em libras e reais
Sobre o que não vai encontrar aqui: informação genérica copiada de outros blogs, roteiro de tour operado que ninguém consegue cumprir de verdade, ou “dica” que nunca foi testada. Tudo o que está aqui foi vivido, medido, fotografado ou verificado em fonte oficial.
Bora começar? ✈️
Antes de fechar sua viagem para Edimburgo
Antes de você entrar no roteiro dia a dia, uma seção rápida com o que você precisa resolver antes de embarcar. Fecha aqui e a sua viagem já começa mais tranquila (e mais barata).
ETA: agora é obrigatório para o Reino Unido
Desde 2025, brasileiros precisam do ETA (Electronic Travel Authorization) para entrar no Reino Unido — inclusive na Escócia. Não é visto, mas também não é opcional. Sem ETA aprovado, você não embarca.
Como o processo, o valor e o passo a passo eu já expliquei em detalhes em outro post, o link está aqui:
🔗 Leia: Como tirar o ETA para o Reino Unido — passo a passo
Seguro viagem: o Reino Unido exige
O Reino Unido não faz parte do Tratado de Schengen, mas ainda assim exige comprovação de seguro viagem na chegada. E além da obrigatoriedade, você não quer estar em Edimburgo sem um seguro que cubra emergência médica em libras — o NHS não atende turista de graça.
Eu uso a Real Seguro Viagem em todas as viagens internacionais. Com o cupom TURISTANDOPORAI você garante desconto na contratação.
🔗 Cote seu seguro viagem com desconto na Real Seguros
Internet no celular: eSIM em vez de chip físico
Já faz tempo que eu não compro chip físico nem uso wi-fi de aeroporto. Chego no país com o eSIM já ativado, conecto à rede em segundos e uso durante toda a viagem sem trocar de chip.
Uso a Airalo. Baixa o app, escolhe o plano do Reino Unido, ativa antes de sair do Brasil e chega funcionando.
🎁 Promoção usando meu cupom
Use o código TURISTANDOPORAI e ganhe 10% de desconto em qualquer plano — vale para novos e antigos usuários, sem compra mínima e sem limite de uso (funciona também nas renovações).
🔗 Compre seu eSIM Airalo com 10% de desconto
Cartão internacional: como pagar em libras sem taxa abusiva
Em Edimburgo eu não usei dinheiro em espécie em nenhum momento. Paguei tudo no cartão — inclusive bonde e o “tap” no ônibus.
Uso a Conta Global da Nomad. Envio real para a conta, converto para libra pela cotação comercial (bem melhor que a de cartão de crédito comum), e uso o cartão físico ou virtual.
🎁 Promoção usando meu link
- Abra sua conta com o cupom TURISTANDOPORAI
- Faça suas conversões de reais para dólar em até 15 dias
- Receba 2% de cashback direto na sua conta (valor máximo de US$ 20)
🔗 Abra sua conta Nomad com cashback aqui
O que levar do Brasil que salva na Escócia
Duas coisas simples que fizeram diferença pra mim:
- Adaptador de tomada tipo G (padrão britânico, três pinos retangulares). Sem ele, você não carrega nada.
- Nescafé ou seu café instantâneo favorito. O café da Escócia é bom, mas o instantâneo de lá é bem diferente do brasileiro. Se você depende do cafezinho preto pra funcionar de manhã (como eu), leva um sachê na mala — a maioria dos hostels e Airbnbs tem cozinha com chaleira elétrica, e você toma seu café brasileiro todo dia.
🔗 Veja o adaptador que eu uso na Amazon
🔗 Veja opções de Nescafé para viagem na Amazon
🎁 Ganhe 5% de desconto em qualquer passeio no app do GetYourGuide
Se você ainda não usa o app do GetYourGuide (a maior plataforma de compra de passeios do mundo), essa é a chance de instalar com benefício.
Como funciona:
- Instale o app usando meu link (abaixo)
- Use o cupom ANNACLARAPORAI5 nas suas reservas pelo app e ganhe 5% de desconto em qualquer passeio
- Sem limite de uso — o desconto vale para tours em Edimburgo (Outlander, Highlands, Castelo) E em qualquer outro destino
Se você já usa o app, também dá para aplicar o cupom — vale conferir na sua conta.
🔗 Baixe o GetYourGuide com cupom ANNACLARAPORAI5
Melhor época para ir a Edimburgo
Fomos em julho e recomendo — mas com alguns avisos.
O que julho tem de bom:
- Dia MUITO longo. O sol se põe por volta das 22h e ainda tem claridade depois disso. Voltamos para o hostel às 21h e o sol estava alto. Isso significa que você pode encaixar mais atrações no dia sem correria.
- Temperatura mais amena (média de 11°C a 19°C), com menos chance de dia inteiro chuvoso — mas leva um guarda-chuva compacto na mochila do mesmo jeito, Edimburgo é famosa por pancadas de chuva rápidas que aparecem do nada em qualquer época do ano.
- Ainda não estourou o Festival Fringe, que acontece em agosto e transforma a cidade em uma multidão de teatros pop-up e turistas.
O que julho tem de ruim (e ninguém te avisa):
- A montagem do Fringe já começa no meio/fim de julho. Isso significa que alguns espaços icônicos da cidade — como o pátio do New College da Universidade de Edimburgo — ficam bloqueados por palcos e estruturas. Nós fomos e não conseguimos entrar por causa disso. Se você quer ver esses lugares “limpos”, vá em junho ou início de julho.
- Vento frio, mesmo no verão. Nas Highlands (bate-volta para Glenfinnan), o vento pode ser gelado. Leva uma jaqueta corta-vento na mochila mesmo em pleno verão.
- Alta temporada. Hospedagem e passeios ficam mais caros e cheios. Reserve com antecedência.
Se você não pode escolher a data: julho ainda é ótimo. Só evita a segunda metade de agosto (Fringe no auge, cidade lotada, preços absurdos) se quer viagem tranquila. E evite dezembro-fevereiro se você não gosta de frio de verdade e dia que escurece às 15h30.
Onde ficar em Edimburgo
Ficamos no Edinburgh Central Youth Hostel, e foi uma das melhores escolhas da viagem por três motivos:
- Localização. Dá para chegar a pé em quase tudo do roteiro — Royal Mile, Princes Street, Grassmarket, Victoria Street. Você economiza em transporte e ganha tempo.
- Cozinha comunitária. Isso muda o jogo do orçamento. Dá para preparar o café da manhã, jantares simples e economizar libras (spoiler: refeição em pub em Edimburgo é cara).
- Preço. Hostel em Edimburgo é infinitamente mais barato que hotel na mesma região.
Pontos de atenção:
- Ficamos em quarto privado com banheiro individual — é a opção mais confortável e mais cara. O hostel também tem quartos compartilhados (com mais camas e banheiro coletivo) para quem quer economizar mais. Se você optar pelo compartilhado e dorme mal com barulho, leva tampão de ouvido.
- Não tem café da manhã incluído. Por isso a cozinha faz tanta diferença.
🔗 Reserve o Edinburgh Central Youth Hostel no Booking
Se hostel não é sua praia, procure hospedagem na Old Town (região da Royal Mile e do Castelo — a Edimburgo medieval, com ruas tortas, closes e ambiente histórico) ou na New Town (região da Princes Street e Charlotte Square — a Edimburgo georgiana, com ruas planejadas, arquitetura elegante e mais lojas e restaurantes sofisticados). As duas são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1995 e a divisa entre elas passa exatamente pelos Princes Street Gardens. Fugir dessas duas áreas te obriga a pegar transporte todo dia e perde a mágica de andar pela cidade.
Como se locomover em Edimburgo (tudo a pé, quase)
Boa notícia: o centro histórico de Edimburgo é compacto e caminhável. Ficamos 4 dias e usamos transporte público UMA vez — para ir do hostel ao aeroporto no último dia. Todo o resto foi na sola do sapato.
Distâncias do Edinburgh Central Youth Hostel (endereço na Leith Walk):
- Calton Hill → 8-10 min a pé (só uma subida, mas curta)
- Royal Mile → 18-20 min a pé
- Princes Street Gardens → 22-25 min a pé
- Victoria Street → 22-25 min a pé
- Castelo de Edimburgo → 25-30 min a pé
- Grassmarket → 25-30 min a pé
A boa notícia é que, uma vez que você chega no centro histórico, TUDO fica coladinho. Do Castelo à Victoria Street são 10 minutos. Da Victoria Street ao Grassmarket, 2 minutos (a rua desce direto). Da Royal Mile a qualquer ponto turístico da Old Town, 5-8 minutos. Então na prática, a única “caminhada longa” é sair do hostel até o centro pela manhã — depois disso, você anda pouco entre atrações.
Levem tênis confortável. Edimburgo tem MUITA escada, calçada de pedra e ladeira. Meu tênis foi meu melhor amigo da viagem.
O bonde para o aeroporto (Edinburgh Trams)
A única vez que precisamos de transporte foi para o aeroporto. Fomos de bonde (Edinburgh Trams) — 30 minutos até o terminal, saindo do centro (York Place é o terminal central).
Preço atualizado (verificado no site oficial, agosto/2026):
- Adulto só de ida: £7,90 (~R$ 54)
- Adulto ida e volta: £9,50 (~R$ 65)
- Crianças 5-15: preço reduzido / Menores de 5: grátis
Como pagar (3 opções):
- Totem no ponto — moedas ou cartão. Foi assim que a gente pagou.
- Cartão contactless (Tap On, Tap Off) — encoste o cartão internacional no validador da plataforma ANTES de embarcar. Só funciona para tarifa Adult Single.
- App “Bus and Tram” — comprar pelo celular.
⚠️ A regra crítica: Você DEVE validar/ativar o ticket ANTES de embarcar. Não pode pagar dentro do bonde. Isso vale para todas as formas de pagamento.
Frequência: a cada 7 minutos no horário de pico (07h-19h), 10 minutos fora do pico. Primeiro bonde por volta das 06h, último perto da meia-noite.
Nota: os preços podem mudar — sempre confirme no site oficial da Edinburgh Trams antes de embarcar (edinburghtrams.com/tickets/ticket-options).
Dia 1 — Chegada em Edimburgo e primeira imersão na Old Town

Mapa do My Maps com os 17 pontos numerados do Dia 1
Chegamos em Edimburgo às 13h10 de uma sexta-feira de julho, direto da estação de trem Edinburgh Waverley — a principal estação da cidade, cravada bem no coração do centro histórico e batizada em homenagem aos romances de Sir Walter Scott. Se você também vier de trem (de Londres, York ou Glasgow, por exemplo), essa é a estação que você desembarca. Se vier de avião, é aqui que o bonde do aeroporto termina, também.
Dica prática: a estação tem várias saídas. Saia pela Princes Street Exit — você desemboca direto na avenida mais famosa da cidade, com o Castelo aparecendo lá no alto do outro lado. É a chegada mais bonita.
Guardando as malas antes do check-in
Como o check-in do hostel só começava às 16h, seguimos direto para o Edinburgh Central Youth Hostel (cerca de 15 minutos a pé de Waverley) só para deixar as malas. O hostel guarda as malas gratuitamente antes do check-in — só chegar, pedir na recepção e deixar. Isso libera você para começar a explorar a cidade sem carregar peso.
🔗 Reserve o Edinburgh Central Youth Hostel no Booking
Almoço rápido: nosso primeiro meal deal do Tesco
Depois de largar as malas, fomos ao Tesco Express mais próximo do hostel — rede de supermercado britânica com várias unidades pela cidade, ideal para comida rápida e barata. Compramos o clássico meal deal (sanduíche + snack + bebida, ~£4,25 na versão sem Clubcard).
Nosso primeiro almoço em Edimburgo foi sentadas nos bancos em frente ao Monumento de Scott, comendo o meal deal com o monumento neogótico de 61 metros de altura na nossa frente. Almoço com paisagem, sem drama de conta cara logo no primeiro dia.

Monumento de Scott
Sobre o Monumento em si: é a maior estrutura do mundo dedicada a um escritor, homenageando Sir Walter Scott. Dá para subir os 287 degraus por £8, mas confesso — Edimburgo já tem escada demais pra ter que pagar pra subir mais essa 😅. Preferimos economizar as pernas para o resto do dia.
Royal Mile: St Giles, Adam Smith, Mercat Cross e Heart of Midlothian
Do Monumento de Scott, atravessamos até a Royal Mile, a rua histórica que liga o Castelo de Edimburgo ao Palácio de Holyrood. É a espinha dorsal da Old Town — e onde ficam vários dos principais pontos que visitamos nesse dia:
Catedral de St Giles (Catedral de Santo Egídio): fundada no século XII, conhecida como a “Igreja Mãe do Presbiterianismo” na Escócia. A torre em forma de coroa é icônica da cidade, e por dentro é linda também — vitrais impressionantes, arcos góticos e a Thistle Chapel, uma capela ornamentada dos Cavaleiros da Ordem do Cardo (a mais alta ordem de cavalaria da Escócia). Vale muito entrar. Entrada gratuita, com doação sugerida de £5 — mas não é obrigatória. Nós entramos e não pagamos nada, ninguém cobra ou olha feio. É doação real, não taxa disfarçada.

Catedral de St Giles fachada

Catedral de St Giles interior
Estátua de Adam Smith: em frente à St Giles. Adam Smith, autor de A Riqueza das Nações, é considerado o pai da economia moderna. Não é a única vez que vamos encontrá-lo neste roteiro — dica: fique de olho porque ele volta a aparecer.

Estátua do Adam Smith
Mercat Cross: monumento histórico ao lado da St Giles. Servia como ponto de anúncios oficiais e execuções públicas na Idade Média. Foi daqui que foi anunciada a morte da Rainha Elizabeth II em 2022. Há quem diga que a estrutura inspirou a Câmara Secreta em Harry Potter — e como potterheads que somos, gostamos de acreditar. Você acha que parece? Se você quer entrar mais fundo nas locações de Harry Potter em Edimburgo, veja meu post completo:
🔗 Leia: Harry Potter na Escócia — inspirações e locações completas

Mercat Cross
Heart of Midlothian Mosaic: um mosaico em formato de coração no chão, em frente à St Giles, marcando o local onde ficava a antiga prisão de Edimburgo (demolida em 1817). A tradição local é cuspir no coração para dar sorte — supostamente para garantir um retorno à cidade. Aviso: melhor não pisar em cima (é escorregadio) e definitivamente NÃO se abaixe pra examinar de perto se estiver molhado. 😅

Heart of Midlothian mosaico
New College: a armadilha do Fringe (que ninguém avisa)
Ali perto fica o pátio do New College da Universidade de Edimburgo, uma das faculdades mais lindas da cidade e local muito procurado por quem gosta de fotografia. Nós tínhamos planejado entrar e explorar.
Aviso importante: fomos no dia 25 de julho e não conseguimos entrar porque a estrutura do Fringe Festival já estava sendo montada no pátio. Se você vai em julho como nós, saiba disso: o Fringe (o maior festival de arte performática do mundo) acontece em agosto, mas a montagem começa no final de julho. Se ver o New College limpo é prioridade sua, vá em junho ou início de julho.

New College com montagem Fringe
Galeria Nacional da Escócia
A National Galleries of Scotland fica na Princes Street, entre o centro comercial e o parque. Entrada gratuita (só exposições temporárias podem custar entre £5 e £20). Excelente para descansar as pernas entre pontos turísticos, e a coleção de arte europeia e escocesa vale a visita.

Anna Clara na Galeria Nacional
Princes Street Gardens: o parque com história pesada
Descendo em direção aos Princes Street Gardens, você entra num dos parques mais lindos de Edimburgo — mas com história bem sombria por trás.
Antes de ser jardim, era um lago. O Nor Loch foi drenado no século XVIII e virou o parque atual — mas antes disso era usado como esgoto a céu aberto e lugar onde despejavam cadáveres. E tem mais: foi ali que se realizavam os julgamentos por bruxaria. Entre os séculos 16 e 18, mulheres acusadas de bruxaria eram jogadas no lago em um teste macabro: se afundassem, eram consideradas inocentes (mas morriam afogadas). Se boiassem, eram consideradas culpadas e queimadas.
Dentro do parque, três coisas para ver:
Floral Clock: o famoso relógio de flores, instalado em 1903. Um dos primeiros do gênero no mundo.

Floral Clock
Ross Fountain: fonte vitoriana de ferro fundido, restaurada recentemente, com esculturas representando as Quatro Musas da Arte. É de longe uma das fotos mais icônicas dos jardins — a fonte com o Castelo de Edimburgo ao fundo.

Ross Fountain com Castelo ao fundo
St Cuthbert’s Churchyard: nosso primeiro cemitério da viagem (avisando: teve muitos). Fica bem ao lado do Ross Fountain, é gratuito para entrar e tem lápides que datam do século XVII.

St Cuthbert’s Churchyard
Curiosidade que quase ninguém sabe: o Castelo de Edimburgo é construído em cima de um vulcão extinto (o “Castle Rock”). O outro lado da cidade tem outro vulcão extinto, o Arthur’s Seat, também extinto e com 251 metros de altura.
Canongate Kirkyard: o segundo cemitério do dia (e onde está Adam Smith)
Depois do parque, seguimos pela Royal Mile em direção leste, passando pelo Grassmarket (voltamos aqui no dia 3) e subindo a Victoria Street (idem) só para conhecer o caminho. Nosso destino: o Canongate Kirkyard, cemitério da Canongate Kirk.
Aqui está enterrado o Adam Smith — sim, o mesmo cuja estátua vimos na Royal Mile mais cedo. Uma tradição curiosa (que confesso não notei quando estive lá): visitantes deixam moedas de todo o mundo no túmulo dele — uma brincadeira com o título do livro dele, A Riqueza das Nações. Se você reparar nesse detalhe, me conta 😄
Bakehouse Close: Outlander e Frankenstein no mesmo lugar
Bem em frente ao Canongate Kirkyard fica a Bakehouse Close — uma das vielas históricas mais preservadas de Edimburgo (o nome vem de “bake” + “house”, padaria: era onde ficavam os padeiros da Canongate no século XVII).

Bakehouse Close ângulo 1
Se você é fã de Outlander, essa close é sagrada: é onde funciona a gráfica do Jamie na série (Carfax Close), e é o cenário do reencontro dele com a Claire depois de 20 anos separados. Cobri todas as outras locações de Outlander em Edimburgo e no interior no post completo:
🔗 Leia: Tour nos locais de filmagem de Outlander
Mas tem uma novidade que vale mencionar: essa mesma região aparece em Frankenstein (2025), a nova adaptação do Guillermo del Toro pela Netflix estrelada por Oscar Isaac, Jacob Elordi, Mia Goth e Christoph Waltz. Del Toro transformou parte da Royal Mile em Edimburgo de 1850 para o filme. Se você já assistiu (ou vai assistir), reconhece:

Bakehouse Close ângulo 2
- Bakehouse Close = o “beco dos açougueiros” onde Victor encontra Heinrich Harlander
- Canongate Tolbooth (o prédio do Tolbooth Tavern, aquele em que jantamos!) = pano de fundo das cenas do Victor pela Royal Mile
- Museum of Edinburgh (Acheson House) = a casa do Victor Frankenstein — fica bem ali coladinho, na entrada da Bakehouse Close
- Parliament Square (perto da St Giles) = a cena do mercado com chuva
- Makars’ Court = a “praça dos enforcamentos”
Ou seja: você já passou por 5 locações de Frankenstein neste primeiro dia sem nem saber. Se ainda não assistiu ao filme, assista depois da viagem — é ainda mais gostoso reconhecer os cenários.
Jantar no Tolbooth Tavern (antecipado do planejamento)
Nosso plano original era jantar em outro dia, mas passamos em frente ao Tolbooth Tavern — pub icônico do século XVI na Royal Mile — e resolvemos jantar ali mesmo, aproveitando que estávamos na região.

Tolbooth Tavern fachada
Detalhe importante: o Tolbooth normalmente exige reserva. Chegamos sem reserva e conseguimos mesa apenas porque topamos comer e liberar em 40 minutos. Deu certo, mas se você quer garantir, reserve com antecedência.

Hambúrguer do Tolbooth Tavern
A conta: dois hambúrgueres com batata, uma cerveja grande e uma água com gás = £50,26 (~R$ 344 na cotação de 03/08/2026). Foi o hambúrguer mais caro da minha vida — bom, mas não vale o preço.
💡 Dica de ouro para economizar em Edimburgo
No próximo restaurante, peça “tap water” (água da torneira). É de graça, é potável, é limpa e é servida sem cerimônia. Pedimos a água engarrafada por hábito brasileiro e pagamos por isso. Não repita meu erro.
Sobre o pub em si: bonito por fora, mas mais discreto por dentro. Vale a experiência histórica (o prédio é de 1591), mas o cardápio é caro demais para o que entrega.
Calton Hill ao pôr do sol
Estávamos exaustas, mas ainda animadas. Decidimos subir o Calton Hill para ver o pôr do sol — o ponto de referência era: em julho, o sol se põe em Edimburgo por volta das 22h.

Calton Hill vista da cidade
A subida foi bem cansativa (Calton Hill fica pertinho do centro, mas tem uma boa ladeira no final). No topo, você é recompensado com uma das vistas mais espetaculares da cidade: o Nelson Monument, o National Monument (inspirado no Partenon de Atenas, apelidado pelos locais de “Vergonha da Escócia” porque começou a ser construído em 1826 mas nunca foi terminado — acabou o dinheiro em 1829), e uma vista de 360 graus com o Castelo, Arthur’s Seat, o mar ao fundo e a arquitetura da Old Town e New Town lado a lado.

National Monument “Vergonha da Escócia”
Nosso plano era ficar até o pôr do sol. Não deu. O cansaço bateu, ficamos até as 20h40 e voltamos para o hostel. Chegamos às 21h e o sol ainda estava alto — mais uma prova de como o dia de julho em Edimburgo é longo.

Céu claro às 21h01 pela janela do Hostel
Roteiro Edimburgo Resumo do Dia 1
- Chegada em Waverley e check-in ligeiro no hostel
- Meal deal do Tesco (economia inteligente desde o primeiro dia)
- Monumento de Scott, St Giles, Adam Smith, Mercat Cross, Heart of Midlothian
- New College (aviso Fringe)
- Galeria Nacional
- Princes Street Gardens (Nor Loch, Floral Clock, Ross Fountain, St Cuthbert’s)
- Canongate Kirkyard (Adam Smith, novamente)
- Bakehouse Close (Outlander + Frankenstein 2025)
- Jantar Tolbooth Tavern (~£50)
- Calton Hill até 20h40
Dia 2 — Tour Outlander pelas Highlands + Greyfriars à noite

Mapa amplo mostrando o trajeto do tour Outlander pelo Reino de Fife

Mapa com zoom no Greyfriars Kirkyard
O segundo dia foi o mais “aventura”: levantamos cedo para o bate-volta pelas locações de Outlander nas Highlands, e voltamos a Edimburgo à noite ainda com energia (surpreendentemente) para visitar o cemitério mais famoso da cidade.
Tour Outlander: dia inteiro pelas Highlands
Contratamos o passeio de dia inteiro pelas locações de Outlander pelo GetYourGuide, com ponto de encontro na 60 High Street (no coração da Royal Mile, 5 minutos a pé do centro).

Ponto de encontro do tour na 60 High Street
Dicas ouro que ninguém te avisa
- Chegue 40 minutos antes da partida. O tour oficialmente pede que você chegue 30 min antes, mas na prática o ônibus já começa a embarcar antes. Chegamos às 8h05 para saída às 8h45 e conseguimos escolher os melhores lugares.
- Sente do lado esquerdo do ônibus. As vistas mais bonitas ficam desse lado durante o trajeto.
Roteiro do tour
O tour percorre 5 locações principais:
- Castelo Midhope — o famoso “Lallybroch”, casa de James Fraser na série

Castelo Midhope / Lallybroch
- Castelo de Doune — o “Leoch”, residência do clã Mackenzie (também usado em Game of Thrones e Monty Python)

Castelo de Doune / Leoch
- Culross — a vila fictícia de “Cranesmuir”, onde Claire é acusada de bruxaria. Também tem parada para o almoço

Culross / Cranesmuir em Outlander
- Falkland — representa a Inverness dos anos 1940

Falkland / em Outlander a Inverness dos anos 1940
- Castelo Blackness — o temido “Fort William” da série

Castelo de Blackness / Fort William em Outlander
Tudo isso passa pelo Reino de Fife (Kingdom of Fife) — uma península histórica ao norte de Edimburgo que já foi um dos antigos reinos pictos. Aviso importante: NÃO é “Reino do Fogo” como às vezes se confunde por causa da pronúncia inglesa “Fife” (soa parecido).
Detalhes práticos
- Duração: ~9 horas (saída 8h45, retorno ~17h30)
- Guia: o nosso foi excelente, muito conhecedor
- Almoço em Culross: por conta própria, com opções acessíveis nos pubs locais
Onde comprar
Reservamos pelo GetYourGuide — o nosso tour incluía os ingressos de entrada nos castelos. Paguei £255 para nós duas em julho de 2025 (o valor da Anna Clara foi um pouco menor porque ela é menor de idade — o tour tem tarifa reduzida para crianças e adolescentes).
Consultando hoje (agosto/2026), o mesmo tour com ingressos incluídos custa £135 por adulto. Sempre confira o preço atualizado no link antes de reservar.
🎁 Não esqueça
Aplique o cupom ANNACLARAPORAI5 no app do GetYourGuide para ganhar 5% de desconto na reserva.
🔗 Reserve o Tour Outlander pelo GetYourGuide
Quer mais detalhes de cada locação?
Como esse tour rende post inteiro, cobri as 5 locações + curiosidades da série + fotos autorais em detalhes no post completo:
🔗 Leia: Tour nos locais de filmagem de Outlander
Voltando para Edimburgo: Greyfriars à noite
Chegamos em Edimburgo por volta das 17h30. Estávamos cansadas mas ainda com fôlego (e com a claridade típica de julho nos ajudando), então seguimos para o Greyfriars Kirkyard — o cemitério mais famoso de Edimburgo e um dos mais assombrados do mundo.
Ele fica a 15 minutos a pé do centro, e a entrada é gratuita.
Um pouco de história
O Greyfriars foi aberto em 1562 para desafogar o cemitério original de St Giles, que estava superlotado. Hoje abriga cerca de 700 lápides e aproximadamente 100.000 pessoas enterradas ao longo dos séculos.
Greyfriars Bobby: a história, o mito e o dilema
Antes de entrar no cemitério, você já vê o Bobby. A famosa estátua de bronze do Greyfriars Bobby fica na rua, sobre uma fonte de granito, na esquina de George IV Bridge com Candlemaker Row — bem em frente à entrada do cemitério e ao pub Greyfriars Bobby’s Bar. Foi erguida em 1873, um ano depois da morte do Bobby, e é o menor monumento listado (com proteção histórica oficial) de Edimburgo.
A história é famosa: Bobby era um Skye Terrier que pertencia a John Gray, guarda-noturno da polícia de Edimburgo. Quando John morreu de tuberculose em fevereiro de 1858, foi enterrado no Greyfriars Kirkyard. Bobby, que nunca tinha se separado dele, ficou 14 anos ao lado do túmulo do dono, saindo apenas na hora do almoço (na hora do famoso One O’Clock Gun do Castelo) para comer no Traill’s Temperance Coffee House ali perto. Bobby morreu em janeiro de 1872.
O túmulo do Bobby (dentro do cemitério)
Ao atravessar o portão do cemitério, você encontra a lápide de granito vermelho do Bobby, bem na entrada. Aqui vale um detalhe curioso que dá contexto à posição da lápide: não é permitido enterrar animais em solo sagrado. Por isso o Bobby não foi enterrado ao lado do dono no centro do cemitério — ficou nessa posição de “meio termo”, logo passando o portão, a cerca de 68 metros do túmulo do John Gray.
A lápide atual foi colocada em 1981, pelo Duque de Gloucester, e diz:
“Greyfriars Bobby – Died 14th January 1872 – Aged 16 years – Let his loyalty and devotion be a lesson to us all.”
A tradição da lápide do Bobby não é de moedas, é de gravetos. Visitantes deixam gravetos, brinquedos de cachorro, flores e presentinhos — o equivalente canino de flores num túmulo humano. A lápide é limpa diariamente e novos presentes aparecem todo dia.

Lápide do Bobby com gravetos
O dilema do nariz da estátua
Existe uma tradição — que diz que quem acaricia o nariz do Bobby volta a Edimburgo. Nós acariciamos, óbvio. Mas depois descobri algo importante que quero passar pra frente:

Estátua do Bobby (com nossa mão no nariz)
⚠️ A prática NÃO é uma tradição antiga. Segundo o Edinburgh Tourist e o portal da própria Universidade de Edimburgo, o hábito começou por volta de 2012 — foi um guia de turismo que começou a contar essa “tradição” e viralizou entre visitantes. A Prefeitura de Edimburgo, a Biblioteca Nacional da Escócia e a igreja Greyfriars Kirk pedem publicamente que os visitantes NÃO toquem — o focinho de bronze está severamente descascado, a cidade banca restaurações caras que duram poucos meses.
Ou seja: não é uma superstição secular, é uma invenção turística recente que está destruindo a estátua. Se eu voltar a Edimburgo (e vou), não vou acariciar de novo. Se você vai, fica a dica: pode admirar, tirar foto, mas deixa o Bobby em paz. Vale mais como sinal de respeito do que como garantia de retorno — Edimburgo é linda o suficiente para você querer voltar sem depender de nariz de estátua. Fonte: edinburghtourist.co.uk/questions/greyfriars-bobbys-nose/
Túmulos que inspiraram Harry Potter
Aqui está uma das melhores atividades de Edimburgo para potterheads: procurar as lápides que inspiraram J.K. Rowling. Dica prática: use o Google Maps e busque pelo nome do túmulo — todos aparecem localizados dentro do cemitério.
Confirmadas pela própria autora:
- William McGonagall → Prof. Minerva McGonagall (Rowling confirmou em seu e-book Short Stories from Hogwarts of Heroism, Hardship and Dangerous Hobbies). William era um poeta escocês famoso por ser um dos piores da história — a graça é que a professora leva o nome dele mas é o oposto: brilhante.

Túmulo do William McGonagall
Amplamente aceita, mesmo sem confirmação explícita:
- Thomas Riddell → Tom Riddle (Voldemort). Segundo a BBC, fãs deixam tantas cartas e homenagens no túmulo que a prefeitura remove regularmente por respeito à família.

Túmulo do Thomas Riddell
Especuladas (“há quem diga”):
- Elizabeth Moodie → Alastor “Olho-Tonto” Moody

Túmulo da Elizabeth Moodie.
- Margaret Louisa Scrymgeour Wedderburn → Rufus Scrimgeour (Ministro da Magia)
- E há quem diga que o cemitério inteiro teria inspirado Godric’s Hollow
Todas essas conexões e outras (Beco Diagonal na Victoria Street, Elephant House, Balmoral, George Heriot’s) estão detalhadas no meu post completo:
🔗 Leia: Harry Potter na Escócia — locações completas
Detalhe visual único: os mortsafes
Ao andar pelo cemitério, repare nas grades de ferro sobre alguns túmulos — os mortsafes. Eram estruturas metálicas que “protegiam” o corpo dos ladrões de cadáveres, prática comum em Edimburgo no século XIX (era a época dos famosos Burke e Hare, que vendiam corpos para a escola de medicina da cidade — matéria-prima para o próprio Frankenstein da Mary Shelley, aliás). É uma imagem forte e única.

Mortsafes / grades de ferro
👻 Quer voltar ao Greyfriars à noite? Duas opções de tour assombrado
Se a experiência do cemitério durante o dia te intrigou, Edimburgo tem uma cultura riquíssima de tours de fantasmas noturnos que revisitam o Greyfriars e desdobram outras camadas escondidas da cidade. Selecionei duas opções que fazem sentidos diferentes — escolha pelo que te chama mais:
Opção 1 — Haunted Underground Vaults and Graveyard Tour (via GetYourGuide)
- ⭐ 4,6 estrelas | 7.100+ avaliações
- Duração: 1h30
- Inclui: os famosos Underground Vaults da South Bridge (túneis subterrâneos do século XVIII sob a cidade) + volta ao Greyfriars à noite
- Boa opção geral, tour bem estruturado, com guia em inglês
🎁 Não esqueça
Aplique o cupom ANNACLARAPORAI5 no app do GetYourGuide para ganhar 5% de desconto na reserva.
🔗 Reserve o Haunted Vaults & Graveyard Tour pelo GetYourGuide
Opção 2 — City of the Dead Tours: Double Dead Tour (empresa oficial)
- ⭐ Eleito “Melhor Ghost Walk da Grã-Bretanha” pelo Scare.com, Yahoo! Travel, The Sun e Virgin Media
- Duração: 1h30-1h45
- Único tour com acesso à Covenanters’ Prison — uma área trancada e proibida ao público comum dentro do Greyfriars, considerada o “primeiro campo de concentração da história” e lar do famoso Mackenzie Poltergeist
- Único tour com acesso ao Damnation Alley nos South Bridge Vaults
- Guias são historiadores E atores profissionais (pesquisa do tour foi feita pelo autor J.A. Henderson)
- Ponto de encontro: “Tree of the Dead” ao lado da St Giles’ Cathedral
- Não é para todos: sem menores de 12 anos, sem grávidas, sem quem tem problema cardíaco. Realmente assusta.
🔗 Reserve no site oficial da City of the Dead Tours
Qual escolher? Se você é fã de história com um susto controlado, vai gostar da Opção 1. Se você é fã de terror sério e quer entrar em áreas que ninguém mais consegue acessar, a Opção 2 é imbatível — e literalmente única.
Nós não fizemos nenhum dos dois tours nessa viagem (já estávamos cansadas demais depois do bate-volta), mas os dois estão na minha lista para a próxima vez.
Roteiro Edimburgo fim do dia 2
Voltamos para o hostel exaustas, mas com a satisfação de quem viveu dois dias-em-um: um bate-volta épico nas Highlands + o cemitério mais famoso da cidade num só dia. Dia extremamente produtivo.
Dia 3 — Castelo, Old Town completa e Grassmarket

Mapa do My Maps com os 11 pontos numerados do Dia 3
Esse foi o dia mais cheio da viagem. Se você tem só 3 dias em Edimburgo, esse dia praticamente sozinho já entrega a Old Town toda. Pega o café da manhã forte porque vai andar bastante.
Castelo de Edimburgo (manhã)
Começamos o dia no principal cartão-postal da cidade: o Castelo de Edimburgo, construído sobre o Castle Rock, um vulcão extinto que foi ativo há mais de 340 milhões de anos.

Castelo de Edimburgo fachada externa

Interior do Castelo de Edimburgo
Comprando o ingresso
Compramos o ingresso pelo GetYourGuide com antecedência — recomendo fortemente que você faça o mesmo, porque no verão o Castelo esgota. Também dá para comprar no site oficial (edinburghcastle.scot), com preço bem parecido.
Preços atualizados (verificados em agosto/2026):
- Adulto online: £23,50 (~R$ 161)
- Adulto walk-up (na hora): £26,00
- Criança 7-15 online: £14,00
- Idoso 65+ / desempregado online: £19,00
Sim, é caro. Mas vale a experiência.
🎁 Não esqueça
Aplique o cupom ANNACLARAPORAI5 no app do GetYourGuide para ganhar 5% de desconto na reserva.
🔗 Compre seu ingresso pelo GetYourGuide
O que ver no Castelo
- Jóias da Coroa Escocesa e a Pedra do Destino (usada nas coroações reais)
- Capela de Santa Margarida — o edifício mais antigo de Edimburgo (século XII)
- Museu Nacional da Guerra
- One O’Clock Gun — o famoso disparo de canhão às 13h em ponto, todos os dias exceto domingos, sextas-feiras santas e dia de natal
- Cemitério dos cachorros do exército — pequeno, comovente e escondido pertinho da bateria de canhões. Vale procurar.
- Vista panorâmica da cidade — no topo do Castelo, você tem uma das melhores vistas de Edimburgo, com New Town de um lado e Arthur’s Seat do outro
Reserve pelo menos 2h30-3h para aproveitar direito.

Vista panorâmica de Edimburgo a partir do Castelo

Placa interna indicando as principais atrações
Curiosidade que quase ninguém conta
Do topo do Castelo, você consegue ver o outro vulcão extinto de Edimburgo: o Arthur’s Seat, no Holyrood Park. Os dois vulcões nasceram na mesma erupção há 340 milhões de anos, quando essa parte da Escócia era um planeta bem diferente. Hoje eles são os dois pontos mais altos e icônicos da cidade.
Almoço no Bertie’s Fish & Chips
Descendo do Castelo, seguimos pela lateral direita (sentido Victoria Street) até chegar no Bertie’s Proper Fish & Chips — restaurante conhecido por servir fish & chips autênticos escoceses.
Dica ouro do caminho: ao sair do Castelo, em vez de descer pela Royal Mile como todo mundo, desça pela lateral direita e chegue no topo da Victoria Street. Você desce as escadas que dão para a rua colorida — a chegada por cima já rende foto linda.

Prato do Bertie’s Fish & Chips
Nossa conta no Bertie’s:
- 2× Haddock (peixe frito com batata): £16,95 cada
- Total: £33,90 + taxa “discretionary” de 10% (£3,39) = £37,29 total (~R$ 255)
- £18,65 por pessoa (~R$ 128)
- Água da casa (tap water) — dessa vez a gente aprendeu a lição do Dia 1 e não pagou pela garrafa.
Vale? Sim, o fish & chips é bom e o local é bacana. A conta acima é sem cerveja/refrigerante — se você pedir bebida alcoólica, adiciona uns £5-8 por pessoa.
💡 Dica importante para todos os restaurantes de Edimburgo
Aquela taxa “discretionary service charge” de 10-12,5% que aparece automaticamente na conta é opcional. A palavra “discretionary” significa “a critério do cliente”. Se o serviço foi ruim ou você quiser economizar, pode educadamente pedir para remover. Ninguém vai olhar feio.
Victoria Street: a rua mais fotogênica de Edimburgo
Depois do almoço, dedicamos boa parte da tarde para a Victoria Street — uma das ruas mais fotogênicas de Edimburgo, com fachadas coloridas em curva que descem em direção ao Grassmarket. Há quem diga que ela inspirou o Beco Diagonal em Harry Potter — e é fácil entender por quê.

Victoria Street colorida
Aqui na Victoria Street, três paradas obrigatórias:
Museum Context
Museum Context — Loja oficial de merchandise de Harry Potter (fundada em 2007), no número 40 da Victoria Street. Curiosidade: nesse mesmo endereço funcionou por mais de 130 anos a Robert Cresser’s Brush Shop, uma loja de vassouras com prateleiras vitorianas e caixas empoeiradas. Fãs especulam que essa antiga loja de vassouras (não a Museum Context em si) pode ter inspirado a Ollivanders — mas J.K. Rowling nunca confirmou. Hoje o local vende varinhas, capas, cachecóis das casas e todo item potterhead que você imaginar, distribuídos em 3 andares. Vale subir os 3 andares e tirar a foto.
[FOTO 40a] Museum Context fachada. Alt: Fachada da Museum Context, loja oficial de Harry Potter no número 40 da Victoria Street em Edimburgo.
[FOTO 40b] Museum Context interior. Alt: Interior da Museum Context em Edimburgo com produtos oficiais de Harry Potter.
A “nova” Elephant House
Passamos na frente da nova filial da Elephant House aqui na Victoria Street — sim, existe uma segunda. Nós não paramos, mas fica anotado se você quiser dar uma parada rápida.
[FOTO 41] Elephant House filial Victoria Street. Alt: Fachada da nova filial da Elephant House na Victoria Street em Edimburgo.
A Elephant House Original REABRIU
E agora a novidade que ainda não estava confirmada quando fui em julho/2025 mas você precisa saber: a Elephant House Original, no George IV Bridge, reabriu em 29 de dezembro de 2025 — depois de 1.587 dias fechada após o incêndio de agosto de 2021.
A mesa que J.K. Rowling usava para escrever foi salva do incêndio e restaurada, e voltou para o café. É a filial mais famosa da cidade, batizada carinhosamente de “The Birthplace of Harry Potter” (Berço de Harry Potter).
[FOTO 42] Elephant House Original. Alt: Fachada da Elephant House Original no George IV Bridge em Edimburgo, café famoso por J.K. Rowling.
Detalhe honesto: a própria Rowling já respondeu publicamente que a fama de “berço de Harry Potter” não é totalmente verdadeira — ela já estava escrevendo os livros antes de se mudar para Edimburgo. Mesmo assim, o local segue como ponto de peregrinação dos fãs.
Se você quer se aprofundar em Harry Potter em Edimburgo, tenho o post completo aqui:
🔗 Leia: Harry Potter na Escócia — locações completas → [LINK INTERNO — INSERIR URL DO POST DE HARRY POTTER]
Museu Nacional da Escócia (National Museum of Scotland)
Da Victoria Street, seguimos para o Museu Nacional da Escócia, a uns 6 minutos a pé. Entrada gratuita (só exposições temporárias podem cobrar).
Horário: 10h às 17h todos os dias.
E aqui vai o segredo do museu: é um daqueles museus super interativos, em que você pode colocar a mão em objetos, testar experiências, ativar experimentos científicos, tocar réplicas, brincar com aparelhos, mexer nas exposições. Não é um museu de “olhar por trás do vidro” — é um museu para explorar com o corpo todo. Por isso passamos horas ali sem ver o tempo passar. Se você viaja com crianças, é um paraíso; se você é adulto que ama descobrir coisas, também é um paraíso.
[FOTO 43a] Museu Nacional da Escócia interior. Alt: Interior interativo do Museu Nacional da Escócia em Edimburgo com exposições educativas.
O que a gente amou:
- Ovelha Dolly — sim, aquela ovelha famosa, o primeiro mamífero clonado da história. Está exposta no museu (ela foi criada em Roslin, cidade pertinho de Edimburgo)
[FOTO 43b] Ovelha Dolly. Alt: Ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado da história, exposta no Museu Nacional da Escócia.
- Sala Ancient Egypt — coleção impressionante
- Animal World — sala com réplicas incríveis de animais do mundo todo, ótima para crianças e adultos
- Vários andares diferentes de exposições — cada um com um tema (ciência, tecnologia, cultura escocesa, natureza)
Confissão do que perdi: o museu tem um café no terraço no Level 3 com vista da cidade. Eu sabia disso, mas fiquei tão empolgada com as exposições que esqueci de subir. Não repita meu erro — sobe no terraço. Foi um dos “perdi de bobeira” da viagem.
Sorvete de fudge no Alandas Gelato
Saindo do museu, do outro lado da rua (na Candlemaker Row, em frente à estátua do Bobby), fica o Alandas Gelato — sorveteria italiana com sabores fantásticos. Comi um sorvete de fudge que estava excelente. Se você é fã de gelato, vale a parada obrigatória.
[FOTO 44] Alandas Gelato. Alt: Sorvete de fudge do Alandas Gelato em Edimburgo, sorveteria italiana em frente ao Greyfriars Bobby.
Greyfriars Kirkyard (dia)
Ali coladinho fica o Greyfriars Kirkyard, o cemitério mais famoso de Edimburgo — e para nós foi a segunda visita, já que tínhamos ido de noite no Dia 2. Se você vai só um dia, a visita durante o dia funciona muito bem para procurar as lápides inspiração de Harry Potter e observar os detalhes históricos e os mortsafes com calma.
Cobri toda a história do cemitério, o Bobby, os túmulos que inspiraram Harry Potter e o dilema do nariz do Bobby no Dia 2.
George Heriot’s School — a “verdadeira Hogwarts”
Bem ao lado do Greyfriars (dá para ver da grade dos fundos do cemitério) fica a George Heriot’s School — uma escola histórica ultra tradicional fundada em 1628, cuja arquitetura é considerada uma das principais inspirações para Hogwarts em Harry Potter. Passamos por fora (a escola não é aberta ao público, é uma escola em funcionamento). Vale muito só para observar a fachada.
Vennel Viewpoint — a foto perfeita do Castelo
Depois seguimos para um dos meus lugares favoritos de toda a viagem: o Vennel Viewpoint. É uma escadaria estreita entre prédios antigos que enquadra o Castelo de Edimburgo de um ângulo espetacular — a vista mais icônica da cidade, para os padrões de foto do Instagram.
[FOTO 47] Vennel Viewpoint. Alt: Castelo de Edimburgo emoldurado pela escadaria estreita do Vennel Viewpoint entre prédios de pedra antigos.
Vá no fim da tarde para pegar a luz dourada. Rende foto memorável.
Grassmarket e o pub The Last Drop
Descemos até a Praça Grassmarket, uma das praças mais antigas e movimentadas de Edimburgo — funciona como mercado desde 1477, autorizado pelo Rei James III, e serviu por séculos como ponto de trocas comerciais, hospedarias e tavernas.
[FOTO 48] Grassmarket vista geral. Alt: Praça Grassmarket em Edimburgo com o Castelo ao fundo e restaurantes históricos ao redor.
A parte sombria da história: entre 1660 e 1784, o Grassmarket foi o principal local de execuções públicas em Edimburgo. Havia enforcamentos regulares, e o cemitério de Greyfriars recebeu muitos dos executados. O último enforcamento oficial foi de James Andrews, em 4 de fevereiro de 1784 — hoje o local do patíbulo é marcado por pedras da calçada em formato de forca com placa comemorativa aos mais de 100 Covenanters mortos ali durante “The Killing Time” (1661-1688).
The Last Drop
Ainda na praça, tem o famoso pub The Last Drop. O nome tem dupla referência histórica:
- “A última dose” que os condenados à forca bebiam antes de serem executados na praça — a tradição do “one for the road” tem exatamente essa origem
- A queda (“drop”) dos enforcados quando o alçapão da forca era aberto
É uma opção icônica para uma cerveja com contexto histórico pesado.
Ali perto também fica o Covenanters’ Memorial, monumento em homenagem aos Covenanters mortos no “The Killing Time”.
[FOTO 50] Covenanters’ Memorial. Alt: Monumento aos Covenanters no Grassmarket em Edimburgo, em memória aos mortos no “The Killing Time” no século XVII.
Volta para o hostel pela Royal Mile (com paradas nas lojas)
Voltamos pela Royal Mile ainda com luz do dia (em julho o sol se põe muito tarde, e mesmo depois das 19h ainda dá para ver tudo). No caminho, entramos em várias das lojas de souvenirs ao longo da rua — e valeu a pena. A Royal Mile tem lojas com de tudo: cachecóis de tartan, presentes com o clã da sua família (se você conseguir descobrir), whisky, doces escoceses, canecas de Hogwarts, luminárias de Outlander e muita bobagem divertida. Se você quer trazer lembrança pra casa, é aqui.
Uma dica prática: os preços variam bastante entre uma loja e outra, mesmo para o mesmo produto. Vale a pena entrar em 3 ou 4 antes de comprar — é comum achar o mesmo cachecol de tartan por £15 numa e £25 em outra.
Roteiro Edimburgo resumo do Dia 3
- Castelo de Edimburgo (~3h)
- Bertie’s Fish & Chips (~£18 por pessoa)
- Victoria Street (Museum Context + Elephant House filial + Original reaberta)
- Museu Nacional (~2-3h)
- Alandas Gelato
- Greyfriars (dia)
- George Heriot’s
- Vennel Viewpoint
- Grassmarket + The Last Drop + Covenanters’ Memorial
- Volta pela Royal Mile (com paradas nas lojas)
Este é o dia mais denso do roteiro — se você tem só 3 dias em Edimburgo, esse dia + o Dia 1 sozinhos entregam a cidade completa.




